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Resultado: O Morro dos Ventos Uivantes

2 de March de 2010 // Vivi

Escolhemos os vencedores da promoção O Morro dos Ventos Uivantes. Parabéns Edbell e Safira_di_Adamancio. Ambas receberão um exemplar da versão de bolso do O Morro dos Ventos Uivantes!
Um agradecimento especial para Mari Scotti por ter organizado a promoção. Lembrando a todos os leitores que temos um site de fanfics especialmente dedicado a Twilight, repleto de histórias por autores brasileiros. Visite o site aqui.
Continue lendo para ler as duas one shot vencedoras!

Primeiro lugar
po Edbell

Não sei por quanto tempo fiquei ouvindo o vento soprando furiosamente, através do vidro fino da janela do meu quarto no hotel, uma chuva ameaçava cair no horizonte, mas espantosamente as nuvens escuras e carregadas pareciam se negar a obedecer a previsão da meteorologia para aquela tarde.

Desde que tinha viajado de férias para o interior da Inglaterra, tudo que havia visto eram dias cinzentos, um céu sempre carregado de nuvens, chuva ocasional, muita umidade e um vento constante, que ameaçava entrar pela roupa e congelar até os ossos.

Mas eu estava feliz por estar ali, finalmente Raquel Azevedo estava realizando seu grande sonho! Conhecer o lugar que havia inspirado a criação da história do meu livro favorito: O Morro dos Ventos Uivantes.

Fiquei simplesmente maravilhada ao reconhecer a geografia descrita no livro, os campos verdejantes onde animais pastavam tranquilamente numa recriação de um ambiente rural da antiga Inglaterra, as casas tão bem conservadas estavam mobiliadas com móveis de época e até mesmo a comida típica do século XIX nos era servida naquele excursão especial. Mas nada havia me deixado mais emocionada do que subir os morros rochosos daquele vilarejo inglês, onde supostamente Emily Brontë, a autora do livro tinha estado e onde ela tinha se inspirado, detalhando tão bem aquele ambiente campestre em sua obra prima.

Ao sentir o vento em meus cabelos enquanto percorria o terreno acidentado do morro naquela manhã, quase que podia ver Heathcliff e Cathy , os personagens centrais do livro, ainda jovens e apaixonados, correndo felizes por entre as pedras. Quase podia ouvir no gemido do vento, o lamento arrependido do fantasma de Cathy, chamando incessantemente por seu grande amor: “Heathcliff, sou eu, Cathy. Eu voltei para casa, sinto tanto frio, deixe-me entrar por sua janela.”

Que lugar ao mesmo tempo encantador e tenebroso! Bem apropriado para gerar na mente criativa de uma escritora tão genial, a criação de personagens ricos de sentimentos fortes e violentos como o casal principal, numa trama repleta de amor, mágoa, tragédia e redenção. Suspirei profundamente ao pensar que infelizmente eles não tinham encontrado felicidade nessa vida, mas a esperança de um reencontro após a morte não lhes foi negado, quando Heathcliff respondendo ao chamado espectral de Cathy, a seguiu em seu descanso eterno.

Sobressaltei-me ao ouvir o som do trovão, e logo em seguida a tão prometida tempestade caiu, batendo com força em minha janela, levantei-me e a fechei, antes que a chuva molhasse todo o chão. Olhei para a paisagem lá fora e cruzei os braços, sentindo minhas mãos frias e procurei me aquecer. Mas antes que eu pudesse me afastar dali, algo lá fora chamou minha atenção, já estava bastante escuro, mas percebi algo andando entre as árvores, um vulto masculino usando roupas escuras que parecia caminhar lentamente e que subitamente desapareceu nas sombras. Curiosa olhei ao redor, mas não o vi novamente, porém localizei outra coisa entre os arbustos, vi um pedaço de uma saia branca e longa, que desaparecia em direção ao mesmo lugar onde havia visto o homem sumir agora pouco. Um arrepio percorreu-me inteira. Seria possível que os personagens fictícios do livro, tivessem sido inspirados em seres reais do passado?

Sacudi a cabeça, rindo comigo mesma, aquele lugar mal assombrado estava fazendo mal a minha cabeça, já estava imaginando teorias absurdas e até achando que vi almas do outro mundo, quando na verdade deveria se tratar de um casal de moradores do vilarejo, andando lá fora.

Assisti mais uma vez as gotas de chuva que escorriam pelo vidro, abundantes como as lágrimas de Cathy e tristes como as de Heathcliff. Virei-me e dei às costas a janela, andando em direção a minha cama onde estava lendo a pouco, mas parei petrificada, ao ouvir um murmúrio no vento: “Cathy, volte! Estou aqui!”

Segundo lugar
por Safira_di_Adamancio

POV Nelly Dean

Todo ser humano é presa de uma contradição básica: queremos o Amor e a Felicidade eternos, como num conto de fadas. Mas a vida nos ensina que a morte põe um doloroso ponto final em tudo. Eu, Nelly Dean tive a oportunidade de ver com meus próprios olhos um amor tão forte que rompeu as barreiras da morte.

Cathy e Heathcliff viveram um amor tão absoluto, que romperam as barreiras do mundo visível. Vi Cathy morrer de amor. Vi Heathcliff enlouquecer de dor. Só quem já viveu um grande amor pode entender o sofrimento desses dois. Tenho pra mim que não houve na face da terra um amor tão forte e devastador. A teimosia e o orgulho de Cathy a privou de ver a tempo seus sentimentos por Heathcliff, só enxergando depois de tê-lo perdido. O que fez com que ela viesse a definhar até o dia de sua morte. Ela achava que riqueza e posição social lhe trariam felicidade, mas ela não sabia que sem amor nada adiantaria.

“Tu mereces tudo aquilo por que estás a passar. Mataste-te a ti própria. Sim, podes beijar-me e chorar o quanto quiseres. Arrancar-me beijos e lágrimas. Mas eles queimar-te-ão e serás amaldiçoada. Se me amavas, por que me deixaste? Com que direito? Responde-me!” Heathcliff, mesmo vendo Cathy em seu leito de morte preferiu o caminho da vingança. Ele achou que vingando a dor que Cahty lhe provocou sua dor seria aplacada. Mas o ódio apenas adiantou o processo da loucura, e a culpa e o remorso foram os elementos que finalizaram sua vida. Ainda me lembro do dia em que ela morreu o acusando de ser o causador de tanta desgraça, dizendo que ele sofreria por tudo o que ele a fez passar. Ela estava tão louca que se contradizia a todo o momento. Ao mesmo tempo em que o acusava de ser seu opressor, ela desejava morrer com ele, para que não se separassem novamente.

“Heathcliff, eu não te desejo os tormentos que passei. Só quero que nunca mais nos separemos, e, se algum dia as minhas palavras te angustiarem, lembra-te de que sentirei a mesma angústia debaixo da terra.” Mas Heathcliff preferiu prender-se ao espírito de Cathy e não deixá-la descansar. “Oh! Disseste que não te importava que eu sofresse! Pois o que eu te digo agora, repeti-lo-ei até que a minha língua paralise: Catherine Earnshaw, enquanto eu viver não descansarás em paz! Disseste que te matei. Pois então me assombra a existência! Os assassinados costumam assombrar a vida dos seus assassinos, e eu tenho a certeza de que os espíritos andam pela terra. Toma a forma que quiseres, mas vem para junto de mim e enlouquece-me! Não me deixes só, neste abismo onde não te encontro! Oh! Meu Deus! É indescritível a dor que sinto! Como posso eu viver sem a minha vida?! Como posso eu viver sem a minha alma?!” E ele realmente enlouqueceu, em seus últimos dias de vida dizia que o espírito de Cathy não lhe largava. Depois de sua morte, há quem diga ter visto a alma dos dois caminhando junto por estas terras.

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  2. Simone *SS* disse:

    … desde já… parabénssssssssss meninas…

  3. carol gómez disse:

    Parabéns , adorei